
A vinha do Senhor
6 de março de 2026
07 de março, sábado, 2ª semana da quaresma.
- Escolha um lugar apropriado para a oração e uma posição corporal que mais lhe ajude. Desligue o celular e cuide para não ser interrompido(a).
- A ambientação ajuda a rezar: disponha no espaço uma vela e a Bíblia.
- Pacifique-se através do silêncio interior e exterior. Para isso, ajuda respirar profundamente várias vezes, de maneira pausada. Talvez uma música ambiente bem baixinha ajude a criar um clima de oração. Faça o sinal da Cruz.
- Tome consciência de que você está acolhendo a presença de Deus como amigo; invoque sempre o Espírito Santo para que ele te conduza nos passos da Palavra.
- Permita que o evangelho de hoje ilumine o seu dia e te ajude a viver o que a Palavra te propõe.
Leia do Evangelho de
Leitura: O que o texto diz?
O evangelho de hoje é, neste tempo quaresmal, uma especialíssima oportunidade de revisão da relação pessoal com Deus. Os fariseus e mestres da lei criticavam Jesus, por acolher publicanos e pecadores que, se aproximavam para escutá-lo. Com a parábola do Pai, que é puro amor e misericórdia, Jesus mostra a face de Deus, com quem possui profunda identificação e por isso sabe como receber os pecadores arrependidos. Ela é um convite a pensar, sobre as atitudes, tanto do filho mais novo, quanto do mais velho, que estão no interior de cada pessoa.
Meditação: O que o texto me diz?
Com a parábola, Jesus direciona o olhar para o pai que acolhe o pedido do filho mais novo, entrega sua parte da herança, respeita sua opção de vida. Longe dos projetos e coração do pai, ele distante e sem os bens, se vê perdido, na miséria, resta-lhe a memória da experiência na casa do pai, ela é a força que o faz retornar e pedir perdão. O pai, que sempre esteve à espera, acolhe o filho arrependido num abraço e festeja seu retorno. Ele também faz o movimento de ir, paciente e amorosamente, ao encontro do filho mais velho. Este que sempre esteve em casa, mas seu coração não pulsava junto ao do pai, não acolhe e reclama a festa pela volta do irmão. O pai não é indiferente, não desiste de nenhum dos filhos, quer a ambos abraçar e festejar a vida.
Oração – O que o texto me leva a dizer a Deus?
Peça ao Senhor a graça de se tornar cada vez mais misericordioso. Peça pela paz no mundo.
Contemplação: O que o texto faz em mim?
Há em você, algo do irmão mais novo? Pensa em viver projetos individualistas, sem compromissos com os projetos de Deus? Como o irmão mais velho, em algum momento se fecha, se distanciando do coração de Deus, se acha melhor, não acolhe e julga atitudes de outras pessoas? Em que momentos consegue ser presença amorosa, alegre, respeitosa e como coração de Deus, acolhe, perdoa, age com misericórdia, sem julgamento?
Ação: O que o texto me leva a fazer?
Ouça a voz amorosa do Pai Misericordioso que te diz: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’ “. Buscando ser filho(a) que possui o coração que pulsa unido ao coração do Pai e assim, ser com Ele o rosto da misericórdia, veja o que diz o poema do Cardeal José Tolentino de Mendonça:
Faz-nos trilhar, Senhor, a estrada da Misericórdia.
Dá a cada um de nós a capacidade de acolher apenas,
sem juízos prévios, nem cálculos.
Dá-nos a arte de acolher o trêmulo, o ofegante,
o frágil modo com que a vida se expressa.
Torna-nos atentos ao desenho silencioso e áspero dos dias:
à dor profunda e, porém, quase anônima a nosso lado; ao grito sem voz;
às mãos que se estendem para nós sem as vermos; à necessidade que nem encontra palavras.
Ensina-nos que fomos feitos para a Misericórdia
e que ela é a Sabedoria que Tu, Senhor, mais amas.



