
Segue-me
21 de fevereiro de 2026
22 de fevereiro, 1º Domingo da Quaresma
- Escolha um lugar apropriado para a oração e uma posição corporal que mais lhe ajude. Desligue o celular e cuide para não ser interrompido(a).
- A ambientação ajuda a rezar: disponha no espaço uma vela e a Bíblia.
- Pacifique-se através do silêncio interior e exterior. Para isso, ajuda respirar profundamente várias vezes, de maneira pausada. Talvez uma música ambiente bem baixinha ajude a criar um clima de oração. Faça o sinal da Cruz.
- Tome consciência de que você está acolhendo a presença de Deus como amigo; invoque sempre o Espírito Santo para que ele te conduza nos passos da Palavra.
- Permita que o evangelho de hoje ilumine o seu dia e te ajude a viver o que a Palavra te propõe.
Leia do Evangelho de Mateus 4,1-11
Leitura: O que o texto diz?
Vivemos um contexto social e cultural no qual se constata um modo de vida que não favorece o encontro profundo consigo mesmo. Seduzido por estímulos ambientais, envolvido por apelos vindos de fora, cativado pela mídia, pelas inovações rápidas, magnetizado por ofertas alucinantes, o ser humano se esvazia, se dilui, perde a interioridade e… se desumaniza. Tudo se torna líquido: o amor, as relações, os valores, a ética, as grandes causas… O Evangelho de hoje lembra que Jesus se deixa conduzir pela força do Espírito; por isso, vive uma integração a partir de seu coração e não se deixa levar pelas aparências enganosas.
Meditação: O que o texto me diz?
O que parece claro neste evangelho é que Jesus, depois do batismo, buscou o deserto para um tempo de discernimento, em oração, em solidão, diante do Pai que o proclamou seu Filho, sob o impulso do Espírito; de algum modo teve de refletir e discernir sobre que tipo de messianismo assumiria para sua missão em sua vida pública. É um tempo de confronto interior, de crise. Jesus não quer um messianismo que reduza o ser humano a um consumidor de pão; este precisa também do alimento da Palavra de Deus que ative sua dignidade de interlocutor de Deus, o coloque de pé e o conduza a assumir ele mesmo o trabalho de fazer o pão e reparti-lo entre todos. Em vez de seduzir o povo com prodígios e espetáculos, Jesus prefere uma proximidade do tu a tu, nas mesmas praças e caminhos, na convivência criativa e nos encontros humanizadores. Jesus não buscará o poder da dominação política e da imposição pela força. Preferirá o caminho do serviço. O caminho de Jesus é absolutamente novo. Nem impressionar, nem seduzir, nem dominar a liberdade do ser humano. Só servir.
Oração – O que o texto me leva a dizer a Deus?
Peça ao Senhor que te ajude a atravessar os desertos de sua vida.
Contemplação: O que o texto faz em mim?
Qual é a sua provação? qual é a sua tentação? O que é que nos seduz?
* O que é que te tenta? O que é que te desvia de teu eixo, do teu caminho?
* O que é que te desvia do ser essencial?
Ação: O que o texto me leva a fazer?
Diz o evangelho: “… o Espírito conduziu Jesus ao deserto,’”. Para chegar a teu verdadeiro ser, é preciso atravessar teu próprio deserto. Liberta-te de tudo que acreditas ser, para chegar ao que és de verdade. Somente em teu próprio deserto se desvelará o sentido verdadeiro de tua vida. Isso sim, impulsionado pelo Espírito. Diz Pe. Adroaldo Palaoro:
“Que esse tempo quaresmal possa ser um tempo precioso para “afinar” nosso interior: sermos mais sensíveis à realidade que nos cerca, buscar nela as pegadas de Deus que nos conduzem ao encontro, e deixar-nos alcançar pela graça de um Pai que deseja para todos nós a felicidade e a alegria.”



