
O publicano e o fariseu
14 de março de 2026
15 de março, 4º Domingo da Quaresma.
- Escolha um lugar apropriado para a oração e uma posição corporal que mais lhe ajude. Desligue o celular e cuide para não ser interrompido(a).
- A ambientação ajuda a rezar: disponha no espaço uma vela e a Bíblia.
- Pacifique-se através do silêncio interior e exterior. Para isso, ajuda respirar profundamente várias vezes, de maneira pausada. Talvez uma música ambiente bem baixinha ajude a criar um clima de oração. Faça o sinal da Cruz.
- Tome consciência de que você está acolhendo a presença de Deus como amigo; invoque sempre o Espírito Santo para que ele te conduza nos passos da Palavra.
- Permita que o evangelho de hoje ilumine o seu dia e te ajude a viver o que a Palavra te propõe.
Leia do Evangelho de João 9,1-41
Leitura: O que o texto diz?
Encontramos hoje uma discussão de Jesus com os judeus e que começa com esta afirmação: “Eu sou a luz do mundo” . Frente à cegueira cultural-religiosa, Jesus se mostra como Luz na vida. O relato deste domingo nos põe em contato com Jesus que traz Luz-Vida. Ele não só se revela como Luz, mas, através de seu “toque”, ativa a luz presente naquele que não podia ver a luz do dia.
Meditação: O que o texto me diz?
Todo o relato do evangelho é simbólico; as alusões ao batismo são constantes. A Igreja primitiva chamava o batismo de “iluminação”. Trata-se de indicar aos catecúmenos o caminho que precisam percorrer antes do batismo. Este cego de nascença representa toda a humanidade, porque, em certo sentido, todos somos cegos enquanto não acolhamos Aquele que é Luz. Esta cegueira é a que impede ver a verdade que nos fará livres. Somos cegos quando nos fechamos em nossa mentalidade, critérios, ideologias… Somos cegos quando nos petrificamos no fanatismo, na intolerância e na resistência em perceber a luz que habita naquele que pensa e sente de maneira diferente. Jesus é a “Luz que toca”; aqui aparece, com muita força, o símbolo do contato físico. O contato nos faz despertar. Ao “ungir-lhe os olhos”, Jesus convida o cego a ser homem “acabado, reconstruído, restaurado…”.
Oração – O que o texto me leva a dizer a Deus?
Peça ao Senhor a capacidade de Ver mais além, a partir do coração, transcender, despertar tua visão interna e intuitiva das coisas e das pessoas, tirar as cataratas de seus olhos e abrir-nos a Deus.
Contemplação: O que o texto faz em mim?
Reflita: Quê há de fechamento, de intransigência, de superficialidade, de rotina em minha vida, que não quero ver? Estou aberto a acolher a Luz da verdade, do amor, da justiça, da gratuidade… venha de onde vier? Em quê aspectos de minha vida pessoal e relacional preciso abrir-me à luz do Evangelho? Sou luz que ajudo os outros a verem?
Ação: O que o texto me leva a fazer?
Exclamou o cego: “Eu creio, Senhor!”. Pouco a pouco, o mendigo vai ficando sozinho. Seus pais não o defendem; os dirigentes religiosos o expulsam da sinagoga. Ao ver a realidade com o novo olhar que Jesus lhe ofereceu, já não cabia dentro da sinagoga, lugar de uma atrofiada visão de Deus e da vida. O que era cego experimentou o amor gratuito. O cego opta livremente pela luz. Segue o caminho apontado por Jesus e chega à meta indicada. Diz Pe. Adroaldo Palaoro:
“A arte de viver consiste, fundamentalmente, em chegar a ver tudo com o coração. Só o coração descobre em tudo as pegadas da Presença de Deus, que olha a partir do rosto de cada pessoa, a partir da beleza de cada criatura. O amor nos abraça em tudo quanto vemos”



